Mesmo com o frio, é preciso manter cuidados para evitar epidemia de dengue

Nesta época do ano, o desenvolvimento do Aedes aegypti se torna mais lento, por causa das temperaturas baixas e do menor volume de chuvas. Não significa, no entanto, o fim do mosquito que transmite dengue, chikungunya, zika e febre amarela.
De acordo com o chefe regional de Vigilância Epidemiológica, Walter Sordi Junior, a maturação dos ovos depositados pela fêmea demora mais durante o inverno. Sendo assim, a quantidade de mosquitos circulando se torna menor. “É a melhor fase para promover limpeza”, disse.
Sordi Junior afirmou que o poder público precisa atuar de maneira decisiva: eliminando possíveis criadouros do Aedes aegypti, dando a esses resíduos a destinação correta. “Os gestores devem providenciar isso de forma eficiente”.
Como? São várias frentes de trabalho. É necessário, por exemplo, manter as equipes de agentes de controles de endemias. Esses servidores atuam em contato direto com os moradores, fazendo orientações para que mantenham os devidos cuidados diários dentro e fora de casa.
As coletas de resíduos sólidos e entulhos em terrenos baldios e fundos de vale também precisam continuar, tanto quanto a limpeza de bocas de lobo. Na avaliação de Sordi Junior, a continuidade dessas ações será determinante. “Esta época é muito importante”, enfatizou.

NÚMEROS – A última atualização dos dados sobre dengue no Noroeste do Paraná é de quinta-feira (6). Até aquela ocasião, os municípios da região somavam 44 casos positivos, 683 negativos e 35 em processo de análise laboratorial.
O maior número de confirmações era de Tamboara, 18. Paranavaí contabilizava 13 casos positivos. Em seguida, aparecia Marilena, com seis casos. Querência do Norte, dois. Guairaçá, Loanda, Paraíso do Norte, Santa Cruz de Monte Castelo e Santo Antônio do Caiuá tinham uma confirmação cada.
Apesar do aparente conforto em relação à evolução da dengue na região, não pode haver despreocupação. Sordi Junior afirmou que a marca de 20 graus centígrados já é suficiente para normalizar o processo de maturação dos ovos do Aedes aegypti. “Se voltar a chover, mesmo com frio, há crescimento do vetor”.

Descarte de resíduos sólidos em fundos de vale é uma das preocupações Foto: Fabiano Vaz Fracarolli

Fonte: DN

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