PESQUISA: Intenção de consumo dos paranaenses é a maior desde julho de 2015

Intenção de consumo dos paranaenses é a maior desde julho de 2015

Consumo é maior entre as classes A e B

set/17

Paraná

Variação Mensal

Variação Anual 

Nacional

Variação Mensal

Variação Anual

 

(Em Pontos)

%

%

(Em Pontos)

%

%

Emprego Atual

114,4

-0,7

7,1

106,4

-0,7

1,6

Perspectiva Profissional

90,7

0,1

3,8

94,0

-2,1

-3,5

Renda Atual

154,9

1,6

1,3

89,9

-1,0

1,8

Acesso ao crédito

82,4

2,1

8,6

70,8

-0,8

8,2

Nível de Consumo Atual

77,0

5,9

23,2

54,2

0,0

16,7

Perspectiva de Consumo

66,9

10,2

41,2

69,5

-0,2

19,5

Momento para Duráveis

88,3

3,0

-7,3

52,6

1,4

18,0

Índice

96,4

2,5

8,9

76,8

-0,7

6,4

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), indicador elaborado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), teve novo aumento. Com 96,4 pontos em setembro, houve aumento de 2,5% na comparação com agosto e recuperação de 8,9% com relação a setembro de 2016.

O indicador nacional está em 76,8 pontos, mas não apresentou reação positiva variação mensal, caindo 0,7%. Porém, na variação anual a média da ICF nacional cresceu 6,4%.

Esta é a maior intenção de consumo no Paraná desde julho de 2015, puxada principalmente pela melhora nas perspectivas nas famílias com renda superior a dez salários mínimos, cuja ICF chegou a 101 pontos, ante 95,4 pontos das famílias com rendimentos até dez salários mínimos.

Apesar da melhora da ICF, o índice ainda atingiu a pontuação ideal, acima de 100 pontos, limitados a 200 pontos, sendo somente assim considerada positiva. Nas classes com renda acima de dez salários mínimos o consumo mostra que saiu do vermelho.

O recuo da inflação, a queda dos juros e a criação de novos postos de trabalho formal – atenuando o desemprego e aumentando a confiança dos trabalhadores –, bem como a liberação das contas inativas do FGTS, formam um conjunto de fatores que indica a retomada do consumo das famílias, movimento que vai aquecer o comércio e o setor de serviços.

Mercado de trabalho

Os dados referentes ao mercado de trabalho não tiveram grande variação mensal. A avaliação sobre o Emprego atual teve leve queda de 0,7% sobre agosto e a Perspectiva profissional manteve-se no mesmo patamar (0,1%). Já na variação anual esses componentes mostraram elevação de 7,1% para o Emprego atual e de 3,8% na Perspectiva profissional.

Consumo e renda

A Perspectiva de consumo, principal componente avaliado pela pesquisa, vem apresentando altas expressivas desde setembro de 2016, com elevação de 41,2% na variação anual. Na comparação com agosto a diferença é positiva em 10,2%. Os dados nacionais mostram alta de 19,5% com relação a 2016 e queda de 0,2% comparada ao mês anterior.

O Nível de consumo atual também mostrou melhora, tanto na variação mensal (5,9%) quanto na variação anual (23,2%). A opinião dos consumidores sobre se este é um bom momento para compra de bens duráveis cresceu 3% neste mês, mas na comparação com setembro de 2016, caiu 7,3%.

Renda a acesso ao crédito

Outro componente da ICF, a Renda atual obteve alta de 1,6% de agosto para setembro e de 1,3% na comparação com setembro do ano passado.

O Acesso ao crédito cresceu 2,1% em setembro sobre agosto e subiu 8,6% na variação anual.

 

Componentes da ICF em pontos/meses de setembro

Setembro

ICF

Situação no Emprego

Perspectiva Profissional

Renda atual

Acesso ao Crédito

Consumo atual

Perspectiva de Consumo

Bens duráveis

2010

101,2

92,5

92,5

102,0

96,9

116,5

97,1

111,0

2011

143,5

143,8

106,9

152,8

145,4

129,1

151,5

175,2

2012

149,0

156,3

106,3

166,3

158,6

120,8

155,7

178,8

2013

144,3

144,1

98,4

164,7

153,3

132,9

153,6

163,5

2014

134,7

142,4

94,4

164,0

155,2

117,0

122,2

147,8

2015

89,1

113,0

75,5

152,2

79,4

67,3

31,9

104,8

2016

87,8

106,3

87,3

152,9

75,3

59,1

39,4

94,7

2017

96,4

114,4

90,7

154,9

82,4

77,0

66,9

88,3

 

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