A Secretaria de Estado da Saúde começa nesta semana a aplicação de inseticida com 10 carros de fumacê em bairros do município de Londrina, no Norte do Paraná, para reduzir a infestação do mosquito Aedes aegypti. O mesmo processo está em andamento nos municípios de Santa Isabel do Oeste e Capanema, no Sudoeste, e Antonina, no Litoral. Profissionais da Secretaria alertam que os melhores resultados só serão obtidos com a participação total da população. A médica veterinária Ivana Belmonte, do Centro de Vigilância Ambiental em Saúde, destaca que o fumacê é uma medida para combater o mosquito adulto, mas não evita que o inseto se reproduza.

De acordo com o secretário da Saúde de Londrina, Felippe Machado, já foi feito 70% do bloqueio em 25 mil imóveis e, a partir desta segunda-feira, o trabalho começa em mais 27 mil imóveis da zona Sul, onde ocorreram os 39 dos 44 casos confirmados da doença no município.

O número de casos em Londrina de janeiro e fevereiro já supera os números de todo o ano passado, quando foram confirmados 43 casos. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a maioria dos criadouros está dentro dos quintais. Por isso também intensificou ações de combate, como parceria com a Secretaria da Educação, para que os alunos sejam sensibilizados e ampliem o alcance das informações para pais e familiares.

Os criadouros estão em qualquer acúmulo de água parada, por menor que seja, até em tampinhas de garrafa ou pequenos amontoados de folhas secas. Mas são encontrados com maior frequência em lixo, como resíduos plásticos, espalhados pelas ruas. É preciso atuar ativamente mantendo quintais limpos, sem acúmulo de lixo, pneus, garrafas, além de vasos de plantas, calhas, marquises e ralos.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná, repórter: Rodrigo Arend


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