Os investimentos de 9 bilhões e 100 milhões de reais anunciados pela Klabin em Ortigueira, nos Campos Gerais, e de 500 milhões de reais pela J. Macêdo em Londrina, no Norte do Estado, levantaram uma onda de otimismo entre empresários e lideranças paranaenses. A expectativa é de que os impactos dos investimentos beneficiem todo o Paraná em diversas áreas.

Para se ter uma ideia, o valor aplicado pela Klabin no Paraná é considerado o maior investimento realizado em toda a América Latina neste ano. A empresa é uma das maiores produtoras de papel e celulose do mundo. Já a J. Macêdo é um dos maiores grupos empresariais do Brasil com foco na produção de alimentos.

O presidente da AMP, Associação dos Municípios do Paraná e prefeito de Coronel Vivida, no Sudoeste, Frank Schiavini, afirma que os investimentos colocam o Estado em uma posição privilegiada.

O Paraná disputava com outros dois estados o aporte da Klabin, que prevê a geração de 11 mil empregos. Em 45 dias, as secretarias estaduais trabalharam para oferecer à empresa uma série de condições que tornaram o Paraná a melhor opção para o negócio. A chegada da Klabin à Ortigueira já havia representado um salto de desenvolvimento, com o PIB da cidade crescendo quase 400% entre os anos de 2010 e 2016.

O número de empregos com carteira assinada no município subiu de cerca de 2 mil para 8.600, e o salário médio saltou da cada de 900 reais para 2.800 reais. O presidente da Agência Paraná Desenvolvimento, que trabalha para atrair investimentos ao Paraná, Eduardo Bekin, destaca que o novo aporte realizado pela Klabin no Paraná traz benefícios incalculáveis.

Comércio, hotelaria e setor imobiliário são beneficiados pelos investimentos, assim como o setor produtivo como um todo. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Fiep, Edson Campagnolo, afirmou que o projeto reforça a posição do Paraná como Estado atrativo para empreendimentos industriais. De acordo com o diretor-presidente dos Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o novo investimento deve aumentar o desempenho paranaense nas exportações, já que, atualmente, a celulose já aparece como terceiro produto mais exportado pelo Estado.

O presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Paraná, Fetranspar, Coronel Sérgio Malucelli, também acredita em forte impacto e crescimento para o setor.

Já o grupo J. Macêdo vai instalar em Londrina um complexo industrial de manipulação de trigo, com apoio do programa Paraná Competitivo, do Governo do Estado. Serão cinco plantas, que gerarão 1.500 empregos diretos e quase 4 mil indiretos. O Paraná responde por 28% da moagem das 12 milhões de toneladas de trigo consumidas anualmente no Brasil; 60% do que é processado aqui é vendido a outros Estados brasileiros, o que deve ser ampliado pelo novo investimento.

Fonte: Agência Estadual de Notícias, repórter: Rodrigo Arend

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