Pandemia pode colaborar para diagnóstico tardio de doenças

Desde março, a COVID-19 domina o cenário mundial, mudando a rotina das pessoas e mantendo 35% da população Maringaense em isolamento domiciliar, segundo o boletim da Prefeitura de Maringá. Entretanto, idosos e doentes crônicos (cardiopatas, pacientes com câncer, diabetes ou doenças neurológicas) não podem abandonar o acompanhamento rigoroso da saúde, mesmo em meio à pandemia, sob risco de agravar as suas condições.

Segundo levantamento do laboratório São Camilo, houve uma redução de 40% de mamografias sendo realizadas do laboratório. Em janeiro a junho de 2019, foram realizados 4210 exames. Já em 2020, no mesmo período foram contabilizadas em 2531.

Para a diretora médica do laboratório São Camilo, Myrna Campagnoli, a incidência de câncer não foi reduzida, o que diminuiu foi a realização de exames que diagnosticam as doenças. “Os pacientes estão deixando de fazer consultas e, por medo de contaminação pelo coronavírus, correm o risco de um diagnóstico tardio. Em alguns casos, isso pode ser irreversível”, alerta.

Os dados do câncer de mama acenderam o alerta para outros cânceres e doenças. “Existem inúmeras doenças que não podemos esquecer. A falta de monitoramento e controle das doenças pode refletir em sintomas mais graves e uma evolução mais rápida do quadro clínico por falta de tratamento”, reforça Myrna.

Antes mesmo da pandemia, o Laboratório São Camilo já disponibilizava o serviço de coleta domiciliar para auxiliar os pacientes que precisem realizar os exames de sangue. “A preocupação da população com a volta à rotina deve permanecer por um longo período, mesmo depois da vacina”, finaliza.