Apesar de alta nas receitas, dívida dispara para mais de R$ 900 milhões, e Corinthians tem pior resultado do país no 1º semestre

A venda do Pedrinho para o Benfica deu força para a arrecadação alvinegra em 2020, mas os problemas acumulam. Nenhum clube se endividou tanto durante este período de pandemia

A pandemia do coronavírus suspendeu campeonatos, interrompeu o fluxo de receitas e deixou clubes de futebol em situações desafiadoras. É natural que as finanças tenham piorado no primeiro semestre de 2020. Mas nenhum registrou uma piora tão acentuada quanto o Corinthians.

Dívidas, dívidas

Em seis meses, o endividamento do Corinthians passou de R$ 665 milhões para R$ 902 milhões – maior aumento entre todos os clubes que publicaram balancetes. Adversários diretos como Grêmio e Vasco atravessaram o mesmo período sem agravar suas dívidas, por exemplo.

O perfil da dívida também piorou. Se em dezembro de 2019 o montante a pagar no curto prazo era de R$ 399 milhões – isto é, dívidas com vencimento inferior a um ano –, em junho de 2020 este número subiu para R$ 548 milhões. Um compromisso impossível de ser honrado.

A pagar no curto prazo:

  • R$ 91 milhões a mais em fornecedores
  • R$ 68 milhões a mais em direitos de imagem
  • R$ 29 milhões a mais em empréstimos
  • R$ 5 milhões a mais em impostos parcelados
  • R$ 5 milhões a mais em outras contas a pagar
  • R$ 46 milhões a menos em salários e encargos

A pagar no longo prazo:

  • R$ 100 milhões a mais em impostos parcelados
  • R$ 4 milhões a mais em fornecedores
  • R$ 16 milhões a menos em empréstimos

FONTE: GE