Maringá deve receber mais cinco colégios cívico-militares

O Governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD), anunciou o lançamento de um programa para a criação de 215 colégios cívico-militares no estado. Desse total, cinco serão em Maringá. A informação foi divulgada em evento nesta segunda-feira, 26, em Curitiba. As unidades foram escolhidas pela Secretaria Estadual de Educação e do Esporte. Agora, uma consulta será feita à comunidade escolar para saber se aprova ou não.

Conforme documento do Governo, os colégios já existem, são da rede estadual. A ideia do programa é torná-los cívico-militares. Os selecionados em Maringá são Vinicius de Moraes, Ipiranga, Brasílio Itiberê, Alberto Byington Jr e Tomaz Vieira.

117 municípios vão receber o projeto em todas as regiões do Estado a partir de 2021. O investimento é de R$ 80 milhões para 129 mil alunos. O ensino será de professores civis, a partir do 6º ano até o Ensino Médio. A gestão dos colégio será de policiais militares.

Maringá já tem uma escola nesse modelo: é o colégio estadual João 23.

O Governo justificou a mudança dizendo que pretende aumentar o nível da educação. Foi o que disse o governador Ratinho Júnior.

“Hoje é um dia muito importante para a nossa educação, já que estamos lançando o maior projeto do Brasil de escolas cívico-militares. Essas escolas, reconhecidamente, possuem uma alta performance no Ideb, tanto que a média nacional é de 20% acima das escolas convencionais. No Paraná, conseguimos aumentar essa média para 30%”, declarou.

A modalidade de ensino irá oferecer aulas extras de português, matemática e valores éticos e constitucionais.

A partir desta terça-feira, 27, haverá a liberação da consulta à comunidade para dizer se aceita ou não, lembrou o governador.

“Os pais terão a oportunidade de se pronunciar e votar se querem, ou não, as escolas nas cidades contempladas. Os professores também participarão dessa audiência pública”, explicou.

As escolas foram selecionadas por conta de vulnerabilidades, disse o secretário de Educação, Renato Feder.

“A seleção dessas escolas foi priorizando cidades de médio porte, acima de 10 mil habitantes, para que pudéssemos escolher o maior número possível de cidades. No Paraná, foram 100 municípios, sempre em regiões vulneráveis. Escolhemos locais que precisam se proteger de uma situação de crime, de drogas. São os locais que mais precisam e tiveram prioridade na escolha”, disse.

Na região de Maringá, Colorado, Mandaguari, Marialva e Astorga tiveram uma escola cada selecionada. Sarandi, duas.