Maringá pode começar a vacinação contra a covid-19 em janeiro, seguindo o Paraná

Maringá deve começar a vacinação contra a covid-19 junto com o Estado. A informação é da Prefeitura. O governador Carlos Massa Ratinho Junior afirmou nesta quinta-feira, 7, que a vacinação no Paraná contra a covid-19 deve começar ainda este mês em profissionais de saúde e comunidades indígenas isoladas. A informação foi divulgada pela imprensa do Governo do Estado.

Nas redes sociais, o Prefeito de Maringá, Ulisses Maia, afirmou que a cidade já tem 400 mil seringas em estoque e que uma licitação deve ser aberta para aquisição de mais itens. Segundo o chefe de gabinete de prefeitura, Domingos Trevisan, assim que a vacina for liberada, a vacinação deve começar em Maringá imediatamente.

“Em relação à vacinação, Maringá não vai ter problemas sobre as seringas. O que a gente espera, agora, é que o mais rápido possível a gente possa ter disponível a vacina. Estando disponível, nós já poderemos começar a aplicação imediatamente. […] A gente deve seguir, basicamente, a mesma estratégia do governo do Estado”, afirmou Trevisan.

O chefe de gabinete cita, como exemplo de estratégia de vacinação conjunta ao governo do estado, a contra a H1N1. “Nós já fazemos, estrategicamente, em relação à vacinação contra H1N1, por exemplo. No ano passado o governo federal demorou um pouco para enviar as vacinas, nós antecipamos a vacinação e fizemos por faixa etária e atendendo, prioritariamente, os profissionais de saúde e os profissionais da educação naquele momento”, detalhou.

Segundo o Governo do Estado, a campanha de vacinação no Paraná deve respeitar os critérios do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19 e as doses que ingressarem no Programa Nacional de Imunização (PNI). O Paraná deve receber inclusive doses do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford e pelo Laboratório AstraZeneca, e que no Brasil está sob responsabilidade da Fiocruz.

O protocolo de uso emergencial do imunizante deve ser entregue Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pela Fiocruz nesta sexta-feira, 8.

Após a aprovação, o Paraná deve receber parte de 2 milhões de vacinas que serão importadas do Instituto Serum, um dos centros da AstraZeneca para a produção da vacina na Índia. As doses deverão ser as primeiras aplicadas no País, junto com a Coronavac/Butantan, ainda conforme informações do Governo do Paraná.