Kombucha: o que é, para que serve e como fazer

Saiba mais sobre essa bebida saudável com sabor probiótico natural

Bebida milenar de origem chinesa, o kombucha vem ganhando adeptos em todo o mundo, especialmente entre os que buscam um produto natural e formas de consumo mais saudáveis, além de ser muito saboroso e refrescante.

Feito à base de chá, açúcar e uma cultura viva conhecida como Scoby – sigla em inglês para Colônia Simbiótica de Bactérias e Leveduras – o kombucha passa a ter características probióticas após sua fermentação.

Para entender um pouco mais de suas características e dos possíveis benefícios à saúde, o Diário do Nordeste conversou com dois especialistas no assunto. Confira:

PROPRIEDADES

A nutricionista Fabiana Belini explica que, além da cultura simbiótica de diversas bactérias ácido-láticas, a composição da bebida engloba a presença de vários ácidos orgânicos.

“Entende-se também que o ácido acético produzido na fermentação e os polifenóis dos chás utilizados contribuem para matar as bactérias ruins e causadoras de infecções”, diz.

SERVE PARA QUÊ?

Importante para a saúde geral do organismo, o principal benefício do Kombucha como um alimento fermentado é a presença de probióticos (e prebióticos), segundo destaca o nutricionista Sandoval Albuquerque, que são fundamentais para a saúde intestinal.

Conforme aponta, isso resulta em uma microbiota mais saudável, melhorando o sistema imunológico, a saúde plural e o bem-estar, sendo “uma excelente estratégia para regularizar e melhorar a composição do nosso intestino, a composição das bactérias benéficas do nosso intestino”, esclarece.

Produzido industrialmente no Brasil desde 2016, Fabiana Belini ressalta não haver ainda um consenso entre cientistas sobre todos os benefícios do Kombucha. Destaca, no entanto, que após a fermentação se torna um tônico excelente para facilitar a digestão e a absorção de nutrientes, além da recuperação da flora intestinal.

A regulação da saúde intestinal é o motivo mais indicado para o consumo da bebida entre profissionais, diz a nutricionista.

CONTRAINDICAÇÕES

Belini alerta para o risco de a bebida ser contaminada por outras bactérias, quando não preparada do jeito certo. Um exemplo é a Listeria monocytogenes, que pode ter efeito abortivo.

Por isso, segundo a nutricionista, mulheres grávidascrianças e pessoas com imunidade comprometidas devem evitar o consumo, assim como diabéticos, por conta da glicose, em especial nas bebidas prontas.

Pessoas com problemas de gases também devem consumir com moderação, diz ela, já que a presença das moléculas de dióxido de carbono influencia no inchaço da região abdominal.

Além das gestantes, Sandoval Albuquerque acrescenta a contraindicação de consumo para mulheres que estão amamentando, pessoas que tenham sensibilidade ao álcool, ou que sejam alérgicas aos chás usados no preparo do Kombucha (chá verde, chá preto, chá mate).

CUIDADOS

O nutricionista indica um consumo diário de 250 a 400 ml. No entanto, pessoas com desequilíbrio intestinal tendem a ter distensão abdominal ou diarreia. Para auxiliar nessa regularização, ele explica que o recomendado é começar com doses menores, de 50 a 100 ml por dia na primeira semana.

Para evitar excessos, Fabiana Belini também indica que o consumo seja em média de 100 ml diários no começo, podendo ser aumentado gradualmente.